Lago cercado de carvalhos e musgo espanhol no interior da Flórida central ao amanhecer

Orlando e região

Onde você já está, e tudo o que existe num raio de uma hora

Bases: Orlando · Winter Park · Mount Dora

Quase toda viagem brasileira à Flórida começa aqui, e quase toda ela para nos primeiros dez quilômetros de asfalto. A região é muito maior que o corredor de hotéis da International Drive, e a distância entre uma coisa e outra é menor do que você imagina.

Geograficamente, esta é a parte alta e seca da península. O terreno é ondulado por padrão da Flórida, coberto de carvalho e pinheiro com musgo espanhol pendurado, e furado por centenas de lagos que sobraram de antigas dolinas de calcário. Não tem litoral. Em compensação, está a uma hora do Atlântico e a menos de duas do Golfo, o que faz da região o único ponto do estado de onde você alcança os dois oceanos no mesmo dia.

A região funciona em camadas que quase não conversam entre si. Existe a indústria do turismo, concentrada no sudoeste da área metropolitana e praticamente autossuficiente. Existe a cidade real, com bairro vietnamita, jardim botânico municipal e um centro pequeno em volta do Lake Eola. E existe o interior, feito de cidadezinhas de estrada de ferro que pararam por volta de 1920 e hoje vivem de antiquário e de café.

O que dá para fazer sem sair do raio de uma hora

Wekiwa Springs fica a 30 minutos do centro de Orlando e é a nascente urbana da cidade, com água constante a 22 °C. Blue Spring, a 45 minutos, recebe uma das maiores concentrações de peixe-boi do estado entre dezembro e março, quando o bicho foge da água fria do rio St. Johns. Mount Dora, também a 45 minutos, é uma cidade sobre uma colina de verdade, com vista para o lago Dora e um comércio de antiguidades que sustenta feiras enormes algumas vezes por ano.

Winter Park nem chega a ser saída: é vizinha imediata, com o Morse Museum e um passeio de barco de uma hora pela cadeia de lagos.

As ressalvas

Não tem praia. Isso frustra quem imagina a Flórida como uma faixa contínua de areia, e é o principal motivo pelo qual muita gente sai da região sem saber o que fazer nela.

O verão é duro: de junho a setembro a máxima passa de 33 °C, a umidade não cede à noite e a tempestade da tarde chega quase todo dia, com uma incidência de raio que é a maior dos Estados Unidos. Programe as saídas para a manhã.

E há a I-4, a rodovia que corta a região de ponta a ponta, em obra permanente e engarrafada nos dois horários de pico. Qualquer bate-volta que dependa dela precisa começar antes das 8h para não custar o dobro do tempo.

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